A decoração e o ambiente como expressão de um estilo de vida

Essenza e Montevideu Six Villas são dois projectos com características únicas. De forma a conseguir captar e reflectir a sua filosofia e envolvente, Paulo Lobo teve um papel muito importante através da escolha da decoração e do mobiliário. Ainda que com espaços muito diferentes, a tendência actual de “chic and basic”, onde o detalhe se mistura com a simplicidade, esteve sempre presente .

Com larga experiência ao nível da decoração de espaços públicos, o designer de interiores portuense Paulo Lobo, falou à TRAÇO sobre o desafio que foi a execução de dois projetos de interiores para dois empreendimentos de referência.

in revista Traço

“Estamos numa fase otimista para o setor, com o investimento a aumentar”

Em entrevista ao idealista/news, o CEO da Lucios, Filipe Azevedo, considera que se vive uma fase otimista para o setor imobiliário, tendo em conta que o investimento nos centros históricos de Porto e Lisboa continua a aumentar. Apesar de o peso dos empreendimentos de promoção e hotelaria ter aumentado nos últimos anos, a Lucios Engenharia e Construção continua a ser a empresa do grupo com maior destaque.

A Lucios Engenharia tem em curso várias obras de construção. Quais destaca? Pela importância para a cidade e, arrisco dizer, para o país, destacamos o Super Bock Arena e o Mercado do Bolhão, ambas no Porto. São obras de grande mestria de engenharia e construção, mas são sobretudo infraestruturas com grande valor. É um privilégio e uma grande responsabilidade assegurar a reabilitação e a nova vida destes dois edifícios. No caso do Palácio Cristal Super Bock Arena é possível saber mais pormenores sobre a data de conclusão das obras e a abertura ao público? De acordo com notícia difundida recentemente pela Câmara Municipal do Porto, a obra estará concluída em setembro deste ano. O novo Super Bock Arena terá capacidade para acolher cerca de oito mil pessoas em eventos culturais, desportivos e empresariais de grandes dimensões. A apresentação pública está a ser preparada e em breve serão divulgados todos os pormenores.

Qual o peso que a componente de construção e engenharia tem atualmente no grupo Azevedo’s? Há 75 anos que no grupo Azevedo´s estamos atentos aos novos desafios do mercado, apostando em novas áreas de negócio. É com base neste pressuposto que temos vindo a diversificar a nossa área de atuação, assegurando toda a cadeia de valor dos nossos projetos e das nossas obras. A completar as áreas da construção e reabilitação, surge uma nova área de negócio, a Lucios Real Estate, onde temos os projetos imobiliários, projetos chave-na-mão e as concessões. Oferecemos também uma vasta gama de materiais de construção e decoração com as marcas Padimat design + Technic e Water Evolution. Também a Livingdam, que surge em 2008, possibilitou ao grupo posicionar-se na linha da frente da inovação. Atualmente a Lucios, Engenharia e Construção continua a ser a empresa do grupo com maior destaque, beneficiando de uma notoriedade que conquistou, mantendo sempre a capacidade de se reinventar e adaptar às necessidades do mercado. Foi assim que manteve o seu posicionamento no sector da construção civil e conquistou lugar de referência em novas áreas de negócio.

Como se encontra a atividade no mercado internacional? A Lucios já opera na Argélia e Moçambique e tem assinalado um aumento da importância e dos trabalhos nestes dois países, o que nos leva a apostar na equipa além-fronteiras. Atualmente contamos com quase 100 trabalhadores a representar a Lucios internacionalmente. Quais os principais obstáculos desenvolvimento da atividade de construção? Felizmente nos últimos anos temos tido mais motivos para sorrir. Normalmente, os entraves com que nos debatemos são, claramente, a recessão e a falta de investimento, mas, também, os processos de licenciamento e formalidades necessárias que atrasam muitas vezes o decurso das obras. O emprego na construção apresentou os valores mais elevados dos últimos seis anos o que espelha o crescimento do setor, mas que por sua vez se reflete num aumento de falta de mão-de-obra qualificada constituindo um entrave no desenvolvimento da atividade. O emprego na construção apresentou os valores mais elevados dos últimos seis anos o que espelha o crescimento do setor.

Há aspetos que melhoraram nos últimos anos? Ainda assim, estamos numa fase otimista para o setor, o investimento nos centros históricos de Porto e Lisboa continua a aumentar, privilegiando claramente o segmento de reabilitação e, paralelamente, a procura por habitações de construção nova também cresceu. Tudo bons indicadores. As expetativas da Lucios para este ano são de aumento de atividade? No último ano, o volume de faturação da Lucios atingiu os 60M€. A previsão para 2019 é de superar este número, chegando aos 80M€.

“Obras a bom ritmo” e festa no Mercado do Bolhão

São mais de cem os homens que, em permanência, estão a trabalhar nas obras de restauro do Mercado do Bolhão, no Porto, numa altura em que decorrem as fases mais complexas da obra. Após a demolição total do interior do edifício, os trabalhos voltam-se para o reforço da estrutura e para a construção do piso subterrâneo onde vai nascer o parque de estacionamento. Depois de amanhã, dia em que se assinala um ano da abertura do Mercado Temporário do Bolhão, no Centro Comercial La Vie, o dia será de festa. Mas, no histórico edifício para onde os comerciantes anseiam voltar, as obras não param. E a estabilização do edifício, “que envolve a reconstrução de muitas das fundações originais”, continua a ser “uma das principais preocupações”, como descreveu Filipe Azevedo, administrador da empresa Lucios Engenharia e Construção. Um processo complexo que conta com “uma equipa de geólogos a acompanhar todo o processo”, para assegurar “que o edifício se mantém estável e seguro”.

Para reforçar as fundações do histórico edificio, estão a ser aplicadas mais de 1220 micro estacas, “através da perfuração do solo e injeção de cimento, perfis metálicos e varões de aço”.

In Jornal de Notícias | 30-04-2019

Dois dos quatro projetos que vão mudar o Porto têm assinatura Lucios

Um Bolhão do século XXI As portas do Mercado do Bolhão só reabrem em 2020, mas já se sabe que o restauro e modernização do emblemático mercado de frescos da cidade exige a estabilização do edifício, que se encontrava em risco, o que significa, por exemplo, a aplicação de 1220 microestacas para reforço de fundações. Aqui, depois da demolição do interior, o lema é levar a autenticidade do Bolhão até ao século XXI, numa estrutura com ligação direta ao metro, considerada fundamental na multifuncionalidade da cidade e na atração de uma nova geração para este tipo de atividade comercial. Tudo a pensar nos turistas, mas também na criação de mais um atrativo para quem mora no centro. A empreitada de reabilitação, a cargo da Lucios e da ACA, tem um orçamento de €22 milhões, mas o custo total do projeto passa os €30 milhões.

O SUPER BOCK ARENA — PAVILHÃO ROSA MOTA PROMETE GERAR UMA NOVA CENTRALIDADE ENTRE A BOAVISTA E A BAIXA PORTUENSE

Rosa Mota, promete reabrir de cara lavada este verão, depois de um investimento de €8 milhões do Círculo de Cristal SA, que junta a Lucios e a PEV Entertainment, vencedores do concurso público internacional lançado pela Câmara Municipal para a reabilitação e gestão do espaço por um período de 20 anos. Pronto a transformar-se em função de cada evento e a receber 8 mil pessoas, o projeto permitir deixar o recinto às escuras, através de um mecanismo que fecha as aberturas circulares na cúpula do Pavilhão. Se tudo correr como foi planeado no papel, poderá, também, gerar uma nova centralidade entre a Boavista e a Baixa, aproveitando a passagem da nova Linha Rosa do Metro do Porto mesmo à porta, lá para 2023. Com uma extensão de 2,5 quilómetros para ligar a Casa da Música aos Aliados, num investimento de €175 milhões, a Linha Rosa poderá tirar mais de 9 mil carros do centro da cidade e é apresentada como uma obra essencial para consolidar a oferta de transportes públicos.

Rebatizado como Super Bock Arena — Pavilhão Rosa Mota, promete reabrir de cara lavada este verão, depois de um investimento de €8 milhões do Círculo de Cristal SA, que junta a Lucios e a PEV Entertainment, vencedores do concurso público internacional lançado pela Câmara Municipal para a reabilitação e gestão do espaço por um período de 20 anos. Pronto a transformar-se em função de cada evento e a receber 8 mil pessoas, o projeto permitir deixar o recinto às escuras, através de um mecanismo que fecha as aberturas circulares na cúpula do Pavilhão. Se tudo correr como foi planeado no papel, poderá, também, gerar uma nova centralidade entre a Boavista e a Baixa, aproveitando a passagem da nova Linha Rosa do Metro do Porto mesmo à porta, lá para 2023. Com uma extensão de 2,5 quilómetros para ligar a Casa da Música aos Aliados, num investimento de €175 milhões, a Linha Rosa poderá tirar mais de 9 mil carros do centro da cidade e é apresentada como uma obra essencial para consolidar a oferta de transportes públicos.

In Expresso – Economia | 06-04-2019

Lucios, ACA e 22 milhões de euros renovam Mercado do Bolhão

As portas do Mercado do Bolhão só abrem em 2020, mas é já possível ver o que vai mudar, neste emblemático edifício do Porto, cujas obras de reabilitação se encontram a cargo da Lucios Engenharia e Construção e da ACA-Alberto Couto Alves.

A obra de restauro e modernização do mais antigo e tradicional mercado de frescos da Invicta, classificado como Monumento de Interesse Público desde 2013, fica concluída só no próximo ano, mas já é possível identificar algumas mudanças. Mais de 100 homens estão a trabalhar em permanência no projeto, que se encontra num período de transição entre o reforço da estrutura e das fundações do edifício e a construção de um piso subterrâneo. Em conjunto, estas são as fases mais complexas e delicadas da obra, após a demolição total de todo o interior do mercado, entretanto já concluída, refere em comunicado uma das empresas responsáveis pela empreitada. De acordo com Filipe Azevedo, administrador da Lucios, “a estabilização do edifício, que se encontrava em risco, é agora uma das nossas principais preocupações.  Na prática, estão a ser aplicadas mais de 1220 micro estacas para reforço das fundações, através da perfuração do solo e injeção de cimento, perfis metálicos e varões de aço. Após este processo, vai iniciar-se o rebaixamento do piso térreo, destinado à construção de um parque de estacionamento e áreas técnicas para uso exclusivo dos comerciantes. Nesta cave, que servirá também como zona de cargas e descargas, existirá uma zona para aprovisionamento de frescos e balneários para os funcionários. A fase que se segue é dedicada à caixilharia, vidros e coberturas. Aqui, “o maior objetivo é devolver a autenticidade primordial do Mercado do Bolhão, quer na estética, como nos materiais e nos sistemas de produção dos mesmos. A reabilitação das infraestruturas que ainda se encontram em bom estado será uma prioridade, assegurando-se ainda a replicação rigorosa de tudo o resto, através da utilização de técnicas de produção antigas”, acrescenta-se no referido comunicado, onde se destaca que todos os materiais estão a ser produzidos em Portugal, respeitando o modo de manufatura de antigamente. As cúpulas, pela sua fragilidade, terão que ser intervencionadas de igual modo. Num primeiro momento, será feita a reabilitação da madeira das estruturas e, posteriormente, o forro e reforço das mesmas. A cobertura fica completa com a colocação de xisto, um material que retoma à arquitetura inicial do mercado, e a introdução de uma nova estrutura feita em vidro e zinco, materiais mais modernos. No final, o espaço continuará a céu aberto. A empreitada, que tem um custo superior a 22 milhões, promete ainda devolver o conforto e a segurança a comerciantes e visitantes, através da melhoria de redes de eletricidade e esgotos, sistemas de climatização e acessos, incluindo para pessoas com mobilidade reduzida, e ligação direta ao Metro.

In http://www.jornaldaconstrucao.pt (27-03-2019)