Lucios alcança o estatuto de Melhores Empresas para trabalhar pelo terceiro ano consecutivo

Em nome da família 
O crescimento da empresa não tem impedido a proximidade entre os colaboradores e a hierarquia.
Os valores da família e o ambiente “descomplexado” são referidos mais de uma vez pelos colaboradores desta empresa de construção localizada em Vila do Conde.
Para Carlos Nogueira, é na “boa relação entre os funcionários” e “nas condições de trabalho” que encontra alento para se sentir bem. A isso junta-se a “relação directa e facilitada que me permite executar o trabalho com maior precisão”.
O administrador Filipe Azevedo revela: “Neste último ano mantivemos todas as regalias e fizemos esforço para manter os principais eventos como o Natal ou o fim-de-semana extensível à família. “E o ano de 2011 terminou ainda com a distribuição do prémio relacionado com a avaliação de desempenho.
 
Se os encontros são uma oportunidade de reforçar a união do grupo, é na “relação direta e facilitada” que o colaborador diz estar o segredo da organização. O incentivo à natalidade de 150 euros foi mantido, bem como a comparticipação em formação pós-graduada, sempre que se identificam “colaboradores com elevado potencial”.
Filipe Azevedo gosta de incutir o comprometimento nos colaboradores: “Cada um gere a obra como se fosse sua, com a máxima liberdade, mas também a máxima responsabilidade.”
 
Orgulho em vestir a camisola
 
“O nome forte no mercado, o cumprimento dos compromissos com os fornecedores e trabalhadores” são, na opinião de um colaborador, a base do sucesso da empresa que mesmo com “a proximidade da hierarquia” sabe manter o “profissionalismo”.
Carlos Magalhães chegou há poucos meses, mas já valoriza “a gestão da empresa, os valores e a postura”. Para outro colaborador, “as condições de trabalho e a certeza da solidez da empresa” asseguram a confiança na gestão e fazem com que seja frequente ouvir: “Lá fora tenho orgulho na camisola que visto”.
 
Alguns trabalhadores manifestaram a opinião de que deveria existir uma maior aposta no recrutamento interno para lugares de chefia, fomentando as promoções, e falta a valorização dos funcionários com baixo rendimento mensal. Por outro lado, os colaboradores assinalam “um certo desequilíbrio no modo de actuação das chefias”, numa referência ao modo diferente como cada responsável de departamento gere a sua equipa ao nível da flexibilidade e autonomia. São críticas recebidas pela direção com o reconhecimento da necessidade de “uniformizar alguns procedimentos e regras”, pois algumas “práticas dispersas estão a necessitar de ajustes”, resume Filipe Azevedo.
 

Fonte: Exame